Drogas: Êxtase, Arte, Dependência E Terapia

Title: Mistic Vision - Artist: Henrique Vieira Filho - 120 cm x 80 cm - Mixed media on canvas - Visions of La Purga by Pablo Amaringo - Revisited
Title: Mistic Vision – Artist: Henrique Vieira Filho – 120 cm x 80 cm – Mixed media on canvas – Visions of La Purga by Pablo Amaringo – Revisited

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Neste 26/06, Dia Internacional de Combate às Drogas, o Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho apresenta sua mais recente pintura, inspirada nas “mirações” místicas da Ayahuasca e relata como a Terapia Holística atua nestas pautas.

Até mesmo nas Artes Plásticas escreveu-se um capítulo relacionado, como obras pintadas sobre a influência do alucinógeno cipó Ayahuasca, que teve seu expoente na figura do curandeiro peruano Pablo Amaringo, autor de milhares de telas, de uma das quais fiz a releitura que ilustra este artigo (Title: Mistic Vision – Artist: Henrique Vieira Filho – 120 cm x 80 cm – Mixed media on canvas – Visions of La Purga by Pablo Amaringo – Revisited)

Antes de aprofundar a questão, apresento meu posicionamento neste tema tão polêmico: creio que tudo o que se busca por meio das drogas, pode ser obtido por alternativas menos drásticas, tais como técnicas especiais de respiração, posturais, corporais e de induções vivenciais, que igualmente produzem estados alterados de consciência, sem os riscos inerentes de exposição a produtos cujos efeitos a curto e longo prazo ainda não são bem conhecidos.

Milenarmente, todas as culturas praticaram rituais religiosos que se propunham a alterar as percepções da realidade, comumente associando ritmos musicais repetitivos, em alto som, regado a bebidas de teor alcoólico (vinhos, aguardentes, fermentados…) e danças, com a variante de ingestão de vegetais com poderes alucinógenos, muitas vezes restritas aos sacerdotes, em outras, compartilhado com toda a tribo.

Tal somatória resulta na dissolução dos padrões rígidos da personalidade, permitindo contato direto ao conteúdo inconsciente. Os objetivos eram transcendentes, uma jornada “espiritual”, “sagrada”.

Modernamente, a tradição ressurgiu nos festivais “hippies”, inclusive, mantendo-se a busca pela transcendência.

Nos dias de hoje, temos as festas denominadas “raves”, outrossim, sem um objetivo “espiritual” no contexto. Seja como for, o que se constata é um “padrão” que faz parte da história da humanidade e, certamente, merece ser analisado mais profundamente.

Em nossos consultórios, ainda que parte integrante do contexto coletivo/social, o mais comum é que a questão das drogas chegue até nós, de forma individualizada, ou seja trazida pelo Cliente.

A ausência de julgamento, seja positivo, ou negativo, é exigência fundamental em nosso trabalho e o foco é a PESSOA, em seu TODO. Ou seja, o uso das drogas seria mais um dos tópicos a serem trabalhados, visto que é inseparável dos demais.

Devemos, em conjunto com o Cliente, descobrir as motivações, conscientes e inconscientes, que levaram a este padrão de comportamento. Seria uma busca religiosa ? Estaria abafando pensamentos, sentimentos, desejos, lembranças ? Auto-estima em baixa sendo compensada via comportamentos tidos como moda ? Enfim, infindáveis hipóteses e cada caso é um caso, cada momento é único.

Só o transcorrer da terapia pode trazer mais clareza sobre o que ocorre. E, paralelamente à análise, a inclusão de técnicas vivenciais, alternando relaxamento, hipnose, técnicas corporais de toque, respiratórias, renascimento, em suma, uma vasta gama de opções terapêuticas capazes de produzir estados alterados de consciência, sem uso de “aditivos”.

Os produtos consumidos nos dias de hoje, “refinados” quimicamente em laboratórios, certamente são muito mais danosos do que as poções milenares, que eram praticamente em estado natural.

Daí que na sociedade moderna surge a alcunha de “dependente químico”, aquele indivíduo perde o controle sobre o uso da substância, associado com sintomas de abstinência e tolerância, evitadas com o uso constante e cada vez maior, privilegiando o consumo a outras coisas que antes valorizava.

Dentre os colegas de profissão, existe um grupo crescente que foca seu atendimento a este tipo de situação, quase como uma “especialidade”, correndo o risco de perder o enfoque holístico e, o que é ainda mais grave, inadvertidamente ferindo a legislação, correndo o risco de prisão, sendo irrelevante à justiça humana se suas intenções eram nobres ou não.

O CRT – Conselho de Auto Regulamentação da Terapia Holística vem detectando um aumento de cursos para “terapeutas em dependência química” realizados em entidades religiosas e que ensinam de forma totalmente inadequada às leis brasileiras.

Quando se trata de Terapia Holística, o trabalho deve focar no atendimento ao CLIENTE e não à “dependência química” em si, pois ao definir tal estado como sendo “doença” e vincular seu trabalho a esta questão, equivale a confessar crime de exercício ilegal de medicina, já que tanto o diagnóstico, quanto o tratamento de doenças são monopólios da classe médica, segundo as leis em vigor e jurisprudência (casos julgados)…

Ou seja, ainda que não trabalhe com internações, quem definir seu trabalho desta forma, corre o sério risco de enquadrar-se em exercício ilegal de medicina…

Extremamente preocupante é o fator “internação”, muitas vezes propagandeada com mais um serviço prestado por estes colegas…

Isto se deve porque, em várias escolas, fazem interpretações distorcidas, tentando justificar este procedimento, citando legislação que nem sequer mais existe (como é o caso da Lei nº 6.368, que foi REVOGADA pela Lei nº 11.343, de 23/09/2006) ou da Lei nº 10.216, cujo objetivo (dentro outros…) é justamente PROTEGER o cidadão para IMPEDIR que ele seja internado involuntariamente !!!

Ou seja, é exatamente o OPOSTO da interpretação que muitos cursos divulgam !!!

Nós sabemos que erram na boa fé, porém, nenhuma autoridade policial e/ou judicial aceitaria tal alegação…

Conforme claramente expressa a lei, toda internação, até mesmo as voluntárias, dependem de um laudo MÉDICO PSIQUIÁTRICO; sem isso, estarão ferindo os direitos da pessoa em questão, além de cometer crimes de sequestro e cárcere privado, dentre outros possíveis enquadramentos…

Mesmo de posse do laudo médico, ainda assim, o estabelecimento precisará prestar “serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros”; sem tais requisitos, jamais a instituição poderá sequer candidatar-se a esse papel.

Sabemos que muitos colegas trabalham como aprenderam nestas escolas, contudo, verdade seja dita, infelizmente tais cursos, ainda que talvez bem intencionados, ensinam de forma totalmente equivocada no que diz respeito a adequar-se às leis em vigor….

Urge uma adequação radical na forma de se expressar e modo de trabalhar, pois, a continuar no formato atual, é questão de tempo para muitos colegas serem presos e processados.

Tudo isso pode ser evitado, simplesmente mantendo o foco naquilo que somos: TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, os quais, por definição, jamais tratamos “doenças” (no caso, a dependência química…) e sim, cuidamos do indivíduo, em seu TODO, e, como tal, a questão das drogas, se trazida pelo Cliente, será mais um dos múltiplos aspectos a serem considerados e trabalhados, no transcorrer da Terapia.

Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e psicanalista.

Alameda Santos, 211 cj 1411

São Paulo – SP – CEP 01419-000

www.hvfartes.com.brcontato@hvfartes.com.br

+55 11 93800-1262

Sua experiência de décadas como terapeuta, em especial, com a Psicanálise Junguiana, lhe possibilita uma familiaridade ímpar com a mitologia e as imagens oníricas, sempre presentes em suas telas.

Seu trabalho artístico se destaca no cenário contemporâneo ao questionar a posse cultural, o tempo e fronteiras, compartilhando culturas, miscigenando tradições, etnias e gêneros, em suas telas.

Enquanto gravurista, é ativista da adoção dos pincéis digitais, das matrizes eletrônicas em substituição às de madeira, pedra e metal e o entintar ecológico por técnicas mistas de tecnologia e intervenções manuais.
Escultor experimental, inovou ao transformar telas e fotografias em objetos de artes tridimensionais, resinando-as parcialmente para serem modeladas via técnicas similares às dos origamis.

Bastante solicitado como retratista, diferencia-se por valorizar a experiência de arte em si, tanto quanto a obra final. Ao incluir a participação do homenageado em seu processo criativo, que envolve fotografia, cenografia, psicodramatizações, figurinos, pinturas corporais, mesclados em exercícios lúdicos, acrescenta às telas valores emocionais que transcendem a apreciação puramente técnica.

Ingresso recente no mundo das Artes Plásticas, Henrique Vieira Filho é reconhecido como expoente em anuários e publicações especializadas, além de representar no Brasil, o Movimento Slow Art que busca ampliar a experiência da apreciação das Artes.

Extremamente ativo, em menos de dois anos, conta com cerca de quarenta Exposições em diversas capitais brasileiras, além de galerias da Europa, Ásia e Estados Unidos.

Integrando Terapias

A Deusa Terapeuta - Arte: Henrique Vieira Filho

Integrando Terapias

Neste Artigo, Henrique Vieira Filho exemplifica como integrar as mais diversas técnicas terapêuticas distintas (acupuntura, psicanálise, terapia floral, shiatsu, dentre outras…) criando um ambiente lúdico, eficiente e motivacional em consultório, para melhor atender os Clientes em suas buscas por equilíbrio, qualidade de vida e autoconhecimento.

Na abordagem da Terapia Holística, os aspectos físicos, psíquicos, sociais e transpessoais são inseparáveis e trabalhados de forma simultânea.

É essencial a todo Profissional propiciar aos seus Clientes um leque de técnicas terapêuticas distintas, integrando-as de forma harmoniosa, ora somando, ora alternando, adaptando-se a cada momento da pessoa atendida.

E, tudo isso, eficazmente praticado no limite da famosa “hora de 45 minutos”, a cada semana!

Na medicina, a formação é “generalista” e, só após, o indivíduo parte em busca de especializações, focando em um limite de duas técnicas.

De forma oposta, o Terapeuta inicia focado em uma única linha terapêutica e, ao amadurecer, parte em busca de nossos recursos, somando mais e mais técnicas, sendo este o perfil majoritário de quem se identifica como Holístico.

De certo, não basta somar, tresloucadamente, uma infinidade de técnicas: há de integrar de forma harmoniosa, coerente e sempre em equilíbrio quanto ao que o Cliente necessita e o que está preparado a receber, naquele exato momento.

Quem procura um Terapeuta Holístico anseia por um atendimento absolutamente diferente da abordagem “médica”, pois isto já o tem, seja via planos de saúde ou particular.

Saber OUVIR ao Cliente, de corpo e alma, de forma GENUINAMENTE interessada (interesse “simulado” não convence…), ou seja, com EMPATIA (que é distinta da ingênua “simpatia”…) tem que ser contínuo, desde o primeiro minuto de sessão, até o final.

Para tal, o básico a aplicar são as técnicas de ACONSELHAMENTO (que é radicalmente diferente de “dar conselhos”…), evoluindo, sempre que detectar-se a receptividade, para Psicoterapia Holística (teceremos mais detalhes adiante).

Eficazes e desejadas pelo público, as técnicas de “equilíbrio energético” podem ser aplicadas conjuntamente à “terapia pela fala” (do Cliente, não do Profissional, pois este tem o dever de mais ouvir, do que falar…).

Variantes do que o leigo e a imprensa chamam de “Acupuntura” são boas medidas, pois a avaliação do desequilíbrio pode ser obtida de forma simples e rápida, seja via Pulsologia de Nogier (método mais prático do que sua versão ancestral chinesa…) ou sensibilidade ao toque nos Pontos de Alarmes (localizados nos caminhos de energia conhecidos como “meridianos”).

A ativação dos pontos energéticos podem ser via agulhas (muitos Clientes são tradicionalistas…), toque (igualmente eficiente…), luzes, apliques de metais ou fitoterápicos, enfim, basta escolher aquele que obtiver melhor aceitação ao momento.

Os dados obtidos, tanto durante a conversação, quanto via análise energética, já possibilitam a seleção e recomendação de recursos terapêuticos que atuam além do tempo de sessão, tais como Fitoterapia (na forma de chás…) e essências sutis, como os populares Florais de Bach.

Note a INTEGRAÇÃO, pois inexiste “separação” entre a terapia verbal, o atendimento via pontos de equilíbrio, a Fitoterapia e a Terapia Floral, tudo fluindo em continuidade, onde o que se obtém em uma técnica, já antecipa o necessário à outra.

Usualmente, metade do tempo de sessão terá sido suficiente para aplicar tudo que descrevemos até aqui. Ou seja, ainda há minutos eficientes para investir no que é FUNDAMENTAL à Terapia Holística: a otimização da Qualidade de Vida via Autoconhecimento!

Ou seja, retomamos, aqui, a Psicoterapia Holística, a qual transita, conciliando, desde a clássica Psicanálise Freudiana, abraçando, com paixão, a linha Junguiana, abrindo espaço para o caminho corporal de Reich e Bioenergética, ousando incluir o Transpessoal e a Arteterapia, como igualmente mantemos abertos para as comportamentalistas PNL (Programação Neurolinguística) e Hipnose.

Esta é a etapa mais complexa, tanto no tocante ao aprendizado e estudos, quanto na execução prática, cujos resultados constituem o principal fator motivacional ao Cliente para a continuidade semanal da Terapia!

Muitas vezes, inicio esta etapa ainda no divã, que, na verdade, é uma cadeira shiatsu (uma boa alternativa a Clientes que não estão abertos ao toque direto…), auxiliado por músicas, aromas relaxantes e “comandos” verbais relaxantes (adaptados a cada momento da pessoa atendida…).

Uma vez tendo aplacado o racional e aberto caminho para o espontâneo, o imaginativo, costumo focar em uma pauta que esteja em evidência no momento, como por exemplo, um sonho que se tenha recordado… um desconforto corporal… um acontecimento… uma imagem…, enfim, um ponto de partida para a criação de uma história “imaginada”, um exercício de imaginação que, sendo bem conduzido, desperta emoções, lembranças e “insights”, que são auto-descobertas que surgem como que de pronto, onde infindáveis informações, conclusões emergem, de uma só vez, condensados em um “lampejo” de consciência.

As catarses emocionais, não raro, explodem em choros, risos, acessos de raiva, tudo em ambiente seguro, sigiloso e amparado de consultório.

Muitas vezes, os “insigths” ocupam muitas novas sessões para serem assimilados e compreendidos. É um processo de autodescoberta gradativo e fascinante!

Para aqueles mais receptivos ao toque direto, um caminho eficaz é associar as manobras corporais orientais e milenares (shiatsu, anma, tuiná, abhyanga, etc…) , com a percepção ocidental e moderna da terapia reichiana e bioenergética, na qual o toque manual aciona lembranças dormentes e emoções reprimidas, as quais, uma vez afloradas via catarses, abrem a possibilidade para serem compreendidas e assimiladas.

Outros indivíduos, com maior sensibilidade artística, aplico exercícios de imaginação ativa, associações de ideias (espontâneas ou direcionadas…) tendo como base: pinturas, fotografias, esculturas, fantasias e cenários, que espelham e ampliam as emoções e lembranças, as quais, sob este ambiente lúdico e criativo, passam por menor interferência dos pensamentos racionais.

Cada Cliente, cada atendimento, é um caso à parte e seremos Terapeutas melhor sucedidos ao dispormos de um variado leque de técnicas.

Quando bem INTEGRADAS, as mais variadas técnicas fluem naturalmente, de uma à outra, sem perda de fio de meada, mantendo viva a motivação para a continuidade da Terapia, propiciando a cada Cliente uma EXPERIÊNCIA de vida, a cada sessão.

É bem o ditado em que o resultado é bem mais amplo do que a simples soma das partes!

A Saphira & Ventura Gallery e o Artista Plástico e Psicanalista Henrique Vieira Filho trazem notícias sobre o Workshop “A Arte E Terapia”!

A Saphira & Ventura Gallery e o Artista Plástico e Psicanalista Henrique Vieira Filho trazem notícias sobre o Workshop “A Arte E Terapia”!

O Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho coordenando a vivência em que as pinturas atuam como espelho das emoções de quem as aprecia.
O Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho coordenando a vivência em que as pinturas atuam como espelho das emoções de quem as aprecia.

A Arte E Terapia

Teve início na Saphira & Ventura Gallery, em São Paulo, ministrado pelo Artista Plástico e Psicanalista Henrique Vieira Filho, o Workshop “A Arte E Terapia” em que o palestrante conduziu cada participante a experienciar as diversas artes visuais, por meio de lúdicos exercícios de imaginação.

Quem desejar fotos-divulgação em alta resolução, clique aqui!

Para baixar o release, clique aqui!

Algumas das atividade lúdicas com os participantes:

  • Cada convidado selecionou uma das telas de Henrique Vieira Filho e, um a um, foram conduzidos em um exercício de imaginação ativa, no qual o palestrante demonstrou, na prática, o quanto do momento emocional pessoal transparece ao apreciar uma obra de arte.
    Participante compartilha as emoções despertadas pela pintura escolhida dentre as obras de Henrique Vieira Filho
    Participante compartilha as emoções despertadas pela pintura escolhida dentre as obras de Henrique Vieira Filho
  • Todos os participantes escolheram suas telas e fotografias preferidas na galeria e a apreciaram por cinco minutos, em busca de detalhes e do que mais lhes cativou a atenção. Foram igualmente estimulados a fotografar e pensar/sentir sobre a escolha.
Público do Workshop de Henrique Vieira Filho selecionando dentre suas obras por critérios emocionais e, até mesmo, aleatórios, como o sorteio
Público do Workshop de Henrique Vieira Filho selecionando dentre suas obras por critérios emocionais e, até mesmo, aleatórios, como o sorteio
  • Após este período de 05 a 10 minutos, Henrique Vieira Filho deu atenção individual e coletivamente, sendo trocadas as experiências e emoções percebidas no exercício.
Henrique Vieira Filho orienta os participantes a deixar as emoções e a imaginação atuarem na interpretação das obras de Arte
Henrique Vieira Filho orienta os participantes a deixar as emoções e a imaginação atuarem na interpretação das obras de Arte
  • A dinâmica de imaginação foi ampliada com a escolha e uso de máscaras teatrais.
Henrique Vieira Filho coordena dinâmica de imaginação com o uso de máscaras teatrais.
Henrique Vieira Filho coordena dinâmica de imaginação com o uso de máscaras teatrais.

O seu próprio Eu é transmutado em Arte e/ou utiliza deste como espelho do inconsciente, por meio da pintura, da fotografia e da teatralidade, retratando as mais variadas pessoas, em um crescente aprendizado sobre si mesmo.

Aplicável tanto na vida pessoal, quanto em atendimento profissional, a apreciação terapêutica da Arte ultrapassa a estética e a técnica, tornando-se uma vivência pessoal de grande significado emocional.

Com a participação especial do artista e arteterapeuta americano Neil Kerman.

A Exposição com as obras de Henrique Vieira Filho continua na Saphira & Ventura Gallery – Alameda Lorena, 1756 – Jd Paulista – São Paulo, SP.

Desejando contatar Henrique Vieira Filho:

www.henriquevieirafilho.com.br
contato@henriquevieirafilho.com.br
WhatsApp – 11 – 93800-1262

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Sobre o Palestrante:

O Artista e Psicanalista Henrique Vieira Filho utiliza das artes plásticas, pintura corporal e dramatização como recursos terapêuticos

Henrique Vieira Filho é artista plástico, escritor, jornalista e terapeuta holístico. Nas artes, é autodidata e seu estilo poderia ser classificado como surrealismo figurativo.

Por mais de 25 anos, esteve à frente da organização da Terapia Holística no Brasil, sendo presença constante nos meios de comunicação. Elaborou as normas técnicas e éticas da profissão, além de ser autor de dezenas de livros e centenas de artigos, que são adotados como referência em vários países.

Henrique Vieira Filho Nas Artes:

Paralelamente, sempre fez questão de ilustrar pessoalmente suas publicações, traduzindo em imagens os mais diversos conceitos subjetivos relacionados às terapias orientais e à psicoterapia.

Contornando traumas de infância que não lhe permitem sujar as mãos de tinta, adotou a computação gráfica como seu pincel e a fotografia como formas de expressão.

Em 2015, recebeu um convite inesperado para compor um capítulo fotográfico sobre o tema “Diversidade e Miscigenação”, que foi lançado como livro, em Paris.

Para este trabalho, Henrique Vieira Filho utilizou-se da projeção de desenhos gráficos étnicos de variadas culturas sobre a pele de modelos femininos, sendo o resultado muito bem recebido junto à crítica especializada e público.

Instigado a ir além dos limites da fotografia, o artista ampliou a temática, aplicando pintura via computação gráfica e a finalização via impressão “fine art” (“giclée”).

Sua experiência de décadas como terapeuta, em especial, com a Psicanálise Junguiana, lhe possibilita uma familiaridade ímpar com a mitologia e as imagens oníricas, sempre presentes em seus quadros e fotografias.

As obras de Henrique Vieira Filho chamaram a atenção do mercado das artes, com exposições em diversas capitais brasileiras, além de galerias da Europa, Ásia e Estados Unidos.

Livros Publicados:

  • O Microcosmo Sagrado – O Segredo Da Flor de Ouro Para Saúde E Autoconhecimento
  • Marketing Para Consultórios de Terapia Holística
  • Florais de Bach – Uma Visão Mitológica, Etimológica e Arquetípica
  • Florais de Bach – Fotos E Fatos
  • Tutorial Terapia HolÍstica
  • Fitoterapia Em Cinco Movimentos
  • Holopuntura – A Quintessência Da União de Técnicas
  • Psicoterapia Holística – Um Caminho Para Si Mesmo
  • O Corpo Como Portal Para O Autoconhecimento
  • Iridologia – Novos Rumos

Henrique Vieira Filho Na Terapia:

Na Terapia Holística, Henrique Vieira Filho atuou como jornalista e terapeuta que se dedicou por mais de 25 anos à normalização da profissão, gerenciando entidades como o SINTE – Sindicato dos Terapeutas, CRT – Conselho de Auto Regulamentação da Terapia Holística (ONG), dentre outras.

Apartidário, apolítico, é defensor da auto regulamentação profissional, onde as próprias categorias desenvolvem suas regras técnicas e éticas, criando Normas Técnicas Setoriais, de adesão voluntária, as quais são divulgadas publicamente para referência da sociedade, bem como detalhada aos profissionais por meio de literatura técnica.

Responsável direto pela implantação da Residência em Terapia Holística no Serviço Público de Saúde, onde comandou, em 11 cidades, as equipes para atendimento OFICIAL e gratuito à população com acupuntura, terapia floral, yoga, tai-chi-chuan, cromoterapia, fitoterapia, dentre muitas outras técnicas.

Henrique Vieira Filho Na Mídia:

Colaborou com entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular,Revista Elle, Revista Cláudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio

Van Gogh e a Arteterapia

DVD As Melhores Palestras

Todos conhecem a sofrida história pessoal de Vicent Van Gogh.

O que poucos sabem é se sua contribuição, indireta, para a ARTETERAPIA.
Nos locais que lhe foram fonte de inspiração (e até de internação…), hoje florescem aulas de pintura e atendimentos terapêuticos por meio da ARTE.
Recentemente, aproveitando de intervalos entre compromissos, tive o privilégio de espairecer nos mesmos campos e paisagens por onde Van Gogh trilhava.
Foi uma ótima oportunidade de reflexão sobre a importância da ARTE como ferramenta de acesso ao inconsciente.
Caminhando pelos campos de Lavanda (este tópico abordarei em detalhes, em futuros artigos sobre Aromaterapia e Fitoterapia…) e Girassóis, na região de Provence / França, é fácil compreender a fascinação que despertam em mentes brilhantes como a de Van Gogh.
Para quem não tem experiência de consultório, parece impossível não ficar feliz e em paz, perante tamanha beleza.
Contudo, um Terapeuta Holístico nem se surpreende que, mesmo em um local paradisíaco, Van Gogh sofria intensamente.
Sem encontrar a si na religiosidade, mal conseguindo manter seu sustento em empregos singelos, sem realização na vida afetiva e, até mesmo como artista, vendeu apenas um quadro enquanto vivo…
Quanto poderia ter sido diferente, SE Van Gogh tivesse acesso à Terapia Holística.
Com o Aconselhamento terapêutico adequado, quem sabe teria superado seu vício em absinto, que tanto prejudicou sua sanidade…
Vivências certamente auxiliariam sua busca pela transcendência.
Com tamanha abundância de ervas aromáticas à sua volta, a Fitoterapia teria sido de grande valia.
Correndo o risco de parecer piada de mal gosto, ouso afirmar que a Auriculoterapia poderia ter evitado alguns dos problemas pelos quais passou.
De todo o leque de técnicas à disposição de nós, Terapeutas Holísticos, uma delas se elege a, em tese, mais indicada a este Cliente tão especial: a Arteterapia.
Interrompi a caminhada, parando em um ângulo de visão semelhante ao que Van Gogh utilizou para pintar a imagem que ilustra este artigo.

Fotografia recente do Jardim em Arle Jardim - Quadro de Vicente Van Gog
Imagem recente do jardim em Arles
Fotógrafo: Henrique Vieira Filho
Le Jardin De L’Hopital D’Arles
Obra de Vincent Van Gogh

Como fotógrafo e artista digital, enxergo a beleza estética e técnica de seu trabalho.
Contudo, como Terapeuta Holístico, devo ir além da avaliação técnica, e abrir a possibilidade de interpretação.
A pintura contém o inconsciente projetado e somente o próprio autor tem acesso ao seu significado pessoal.
Na Terapia Holística, criamos condições para que o Cliente interprete a si, processo este catalizado por técnicas de relaxamento e induções verbais e via toque.
Sem acesso ao artista, só nos resta um exercício de intelectualidade e tecer algumas hipóteses sobre seu momento.
Para as pessoas à sua volta, transparecia um indivíduo perturbado, algumas vezes até incapacitado para o convívio em sociedade.
Sua Arte, contudo, apresentava grande vivacidade e transmitia a beleza intensa que o circundava.
Ainda que seu consciente só se desse conta das misérias de sua vida pessoal, a verdade é que seus quadros comprovam seu potencial inconsciente para enxergar a vida sob um ponto de vista transcendente.
Creio que a Terapia Holística conseguiria integrar esta capacidade ao seu dia-a-dia, criando condições para ser feliz.
Muitos de seus quadros foram produzidos durante suas internações voluntárias.
É de se cogitar que a Arte tenha sido sua atividade terapêutica mais eficaz.
A humanidade lamenta a desatenção com que tratou um de seus gênios.
Tardiamente compreendido, seu trabalho despertou olhares mais atentos às pessoas que eram submetidas às internações, em todo o mundo.
Graças a essa nova visão, a Arteterapia passou a integrar os recursos à disposição daqueles que procuram respostas sobre si mesmos.
Cartaz na entrada da casa de repouso - Fotógrafo: Henrique Vieira FilhoAo passar na casa de saúde em que Van Gogh se internou, tive o prazer de constatar que, desde 1995, existe a opção de atendimento terapêutico via ARTE.
Nos dias atuais, as pessoas VOLUNTARIAMENTE optam por passar lá uma temporada para desestressar, sendo encorajadas a enveredar pela pintura, inspiradas pelas mesmas paisagens que apaixonaram Van Gogh.
Os quadros podem ser colocados à venda, para os visitantes, sendo parte da renda para quem pintou, e parte para financiar o projeto.
A terapia artística é coordenada pela Associação ValeTudo, uma entidade sem fins lucrativos, que propõe a ARTE como caminho terapêutico e igualmente atua como polo congregador de artistas.
Interessante que, em um breve intervalo entre compromissos, sem que tivesse planejado, o universo me proporcionou “sentir” a vida deste cultuado artista e me recordar o valor da Arteterapia.
Prometi a mim mesmo voltar no ano que vem, desta vez, especialmente para tomar contato com a magnífica floração dos campos de lavandas e girassóis e de conhecer mais de perto, a evolução dos tratamentos pela ARTE.
Complemento este artigo com as imagens que seguem: dois quadros de girassóis.
Um deles, de Van Gogh, estimado em valor monetário na casa de milhões…
O outro, sem avaliação no mercado, pintado em sessão de Arteterapia, por uma singela dona de casa, nos atendimentos comunitários gratuitos coordenados pelo SINTE…
O que ambos tem em comum, além do tema, é que seu valor terapêutico é incomensurável, já que os dois são o retrato de suas almas, no momento em que foram criados.
As histórias de vida impressas nas pinceladas, só podem ser lidas por seus autores.
Cabe a nós, Terapeutas Holísticos, a honra de sermos as lentes focais que ajudam nesta leitura transcendente.

Girassóis - Van Gogh Arteterapia em Novo Horizonte - SP
Imagem de um dos famosos girassóis
pintados por Van Gogh 
Fotógrafo: Henrique Vieira Filho
Imagem de um girassol pintado por
um morador de Novo Horizonte / SP,
durante atendimento comunitário com
Arteterapia

Henrique Vieira Filho
Henrique Vieira Filho – Terapeuta Holístico – CRT 21001, é autor de diversos livros da profissão, ministra aulas na CEATH – Comunidade de Estudos Avançados em Terapia Holística.